Tentou abrir a gaveta , mas estava emperrada.Também, com tanta coisa jogada lá dentro, sem o mínimo cuidado em saber se ela ainda comportava tudo....
Após várias tentativas e usando de muita força, a gaveta cedeu um pouco. Com as pontas dos dedos começou a apertar para o fundo e aos poucos a gaveta foi abrindo. Ufa!!...fechar seria impossível, melhor arrumar essa bagunça.
Foi separando por “assunto” aquele mundaréu de papéis que pareciam nunca acabar.
Muito tempo separando, separando, separando, separou tudo e notou uma enorme diferença entre a quantidade de “coisas” pagas e a de “coisas” recebidas. Realmente pagara muito mais do que recebera, era impressionante a diferença. Mas pelo tempo que estavam na gaveta, sabia que jamais receberia se cobrasse agora.
Não era mais hora de cobrar nada, nem tinha mais importância se receberia ou não, aliás nem se lembrava mais que “coisas” eram essas que nunca lhe foram creditadas.
E assim pensando, jogou tudo no lixo que ficava fora da casa, sentiu um vento gelado. Ao entrar notou que sua garganta a incomodava, parecia tão apertada....deve ter sido a friagem...
E assim pensando, jogou tudo no lixo que ficava fora da casa, sentiu um vento gelado. Ao entrar notou que sua garganta a incomodava, parecia tão apertada....deve ter sido a friagem...
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