sábado, 10 de dezembro de 2011

Escolhendo um filme

...sempre fora impressionável. Peneirava tudo que ouvia.

Sua mãe falou que não suportava ouvir palavras pronunciadas erroneamente, foi o suficiente pra ela sentir até arrepios ao ouvir um “menas”, por exemplo.

Sua avó tinha o hábito de abrir a porta de sua casa para as visitas saírem, dizia que se as visitas o fizessem não mais voltariam. Depois disso ela passou a abrir a porta ao se despedir das visitas
.
Sua paixão: filmes!!! Ela se envolvia no enredo como se ainda fosse viver aquilo na vida real. Assistia ao mesmo filme diversas vezes, sempre procurando entender como tudo poderia acontecer com ela.

Decorava falas porque acreditava piamente que elas teriam o mesmo efeito se as empregasse no seu dia a dia.

Assim, os filmes passaram a ser sua vida e as situações, pelas quais passou, receberam classificações.

Sua adolescência foi um filme de suspense, cheia de dúvidas e fatos inesperados, com uma mescla de filme romântico, ao se apaixonar.

Viveu um grande amor, igualzinho aos filmes românticos, cheio de desencontros, mas com final feliz.
Ao perder para sempre esse amor, vivenciou um filme romântico com final trágico.

Em outra fase, da vida, viveu um filme de terror, com perseguições, locais perigosos e situações que a fariam lamentar  muito ter acreditado em tudo .

Escolheu viver um filme heróico acreditando que, apesar das batalhas, sairia vitoriosa.

Mas acabou num desses filmes medíocres sobre hospitais, médicos e atendimentos emergenciais.

Agora vivia uma situação real que ela escolhera, mas que não se assemelhava a nenhum filme já assistido. E por estar assim, sem saber qual rumo tomar, só tinha uma vontade: fugir para um seriado tipo” Lost”!!!

Talvez surjam novos filmes que lhe tragam as respostas esperadas, talvez seja melhor desligar o DVD e escrever  seu próprio filme...

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